30 de setembro - Devocional Matutina

 “Salmodiai a glória do seu nome, dai glória ao seu louvor.” ━ Salmo 66:2
Não nos foi deixado como opção dar glória a Deus ou não. Não há nada mais justo do que louvar a Deus, e todo cristão, como recipiente da Sua graça, é constrangido a glorificá-lo dia após dia. É bem verdade que não temos nenhuma regra autoritativa para o louvor diário; não há nenhum mandamento prescrevendo horas de louvor e de ações de graças: mas a lei escrita no coração nos ensina que é certo louvar a Deus; e o mandamento invisível nos vem com tanta força, como se estivesse gravado em tábuas de pedra ou fosse entregue a nós direto do cume trovejante do Sinai. Sim, é dever do cristão louvar a Deus. Não é apenas um exercício agradável, é uma obrigação absoluta da sua vida. Não pensem que quem está sempre pranteando tenha desculpas para não louvar a Deus, nem imaginem que possam cumprir seus deveres para com Deus sem cânticos de louvor. Somos constrangidos pelos laços do Seu amor a bendizer o Seu nome enquanto vivermos, e o Seu louvor deve estar sempre nos nossos lábios, pois somos abençoados para poder bendizê-lo: “ao povo que formei para mim, para celebrar o meu louvor”; e, se não louvamos a Deus, não estamos dando o fruto que Ele, como o Agricultor Divino, tem o direito de esperar das nossas mãos. Não deixe sua harpa pendurada no salgueiro, mas pegue-a e se esforce, com coração agradecido, para soar a mais alta melodia. Erga-se e cante louvores a Ele. A cada amanhecer, eleve um cântico de ações de graças, e que cada pôr do sol seja seguido pela sua música. Circunde a terra com seus louvores, cerque-a com um clima melodioso e o próprio Deus ouvirá do céu e aceitará o seu cântico.
Assim eu Te amo, e amarei
À Tua glória cantarei
Pois Tu és o meu Deus de amor
O meu Rei e Redentor
Tradução: Mariza Regina de Souza

29 de setembro - Devocional Matutina

“Se a lepra cobriu toda a sua carne, declarará limpo o que tem a mancha.” ━ Levítico 13:13
Por mais estranho que pareça esta lei, havia nela sabedoria, pois desconsiderar a doença mostrava uma condição saudável. Talvez seja bom para nós entender o ensino simbólico de uma lei tão singular. Nós, também, temos a mesma doença e podemos ver como tal lei se aplica a nós. Quando alguém se vê completamente perdido e arruinado, totalmente corrompido e contaminado pelo pecado; quando esse alguém rejeita sua justiça própria e se declara culpado diante do Senhor, então ele é limpo pelo sangue de Jesus e pela graça de Deus. A iniquidade encoberta, insensível e inconfessa é a verdadeira lepra, mas quando o pecado é compreendido e sente ter recebido o golpe fatal, o Senhor olha com misericórdia a alma afligida por ele. Nada é mais mortal que a justiça própria, e nada dá mais esperança que a contrição. Precisamos confessar que “nada somos além de pecado”, pois, nenhuma confissão, exceto esta, será totalmente sincera e, se o Espírito Santo opera em nós, convencendo-nos do pecado, esse reconhecimento não será difícil ━ ele brotará espontaneamente dos nossos lábios. Como é grande o conforto dado por este texto àqueles que estão plenamente convictos do seu pecado! O pecado lamentado e confessado, embora terrível e imundo, jamais afastará alguém de Jesus. Aquele que for a Ele, de modo algum Ele o lançará fora. Seja desonesto como o ladrão da cruz, seja impuro como a mulher pecadora, seja ameaçador como Saulo de Tarso, seja cruel como Manassés, seja rebelde como o filho pródigo, o grande coração de amor sempre vai olhar para quem sente que não tem nenhuma virtude em si próprio e declará-lo limpo, quando ele crer no Cristo crucificado. Venha a Ele, então, pecador cansado e sobrecarregado
Venha, necessitado; venha, culpado; venha, nu e repulsivo
Com toda a sua impureza ━ venha como você realmente é
Tradução: Mariza Regina de Souza

26 de setembro - Devocional Matutina


“entre as murteiras que havia num vale profundo” ━ Zacarias 1:8
A visão deste capítulo descreve a situação de Israel na época de Zacarias; mas, quando interpretada em relação a nós, ela descreve a igreja de Deus como a vemos hoje no mundo. A igreja é comparada a um bosque de murtas florescendo num vale. Ela está escondida, desapercebida, oculta; sem visar honra e sem chamar atenção do observador descuidado. A igreja, como a sua cabeça, tem uma glória, mas ela está oculta aos olhos carnais, pois o tempo de irromper em todo o seu esplendor ainda não chegou. A ideia de segurança despreocupada também é sugerida: pois o bosque de murtas no vale está calmo e sereno enquanto a tempestade varre o topo da montanha.  As tempestades gastam sua força nos picos escarpados dos Alpes, mas lá embaixo, bem longe, onde flui o rio que alegra a cidade do nosso Deus, as murtas florescem perto das águas tranquilas, as quais não são agitadas pelo vento impetuoso. Como é grande a calma interior da igreja de Deus! Mesmo quando há oposição e perseguição, ela tem uma paz que o mundo não pode dar, e que, por isso, não pode ser tirada: a paz de Deus que excede todo entendimento guarda o coração e a mente do povo de Deus. Não é verdade que a metáfora retrata o pacífico e perpétuo crescimento dos santos? A murta não perde suas folhas, ela está sempre verdejante; e a igreja, mesmo em seus piores momentos, tem o bendito verdor da graça sobre ela; e não é só isso, às vezes, ela fica ainda mais verde quando o inverno é mais rigoroso. Ela prospera ainda mais quando as adversidades são mais severas. Por isso, o texto aponta para a vitória. A murta é emblema da paz e sinal significativo de triunfo. A testa dos vencedores era atada com uma coroa de murta e louro; e a igreja também não é sempre vitoriosa? Não é todo cristão mais que vencedor por meio dAquele que o amou? Vivendo em paz, não adormecem os santos nos braços da vitória?
Tradução: Mariza Regina de Souza

25 de setembro - Devocional Matutina

“justo e o justificador daquele que tem fé em Jesus” ━ Romanos 3:26
Sendo justificados pela fé, temos paz com Deus. A consciência não mais nos acusa. O tribunal agora decide a favor do pecador, não contra ele. A memória recorda os pecados passados com profundo pesar, no entanto, sem qualquer receio de receber algum castigo, pois Cristo pagou, até o último centavo, o débito do Seu povo, e recebeu de Deus o recibo de quitação; e, a menos que Deus seja tão injusto a ponto de exigir pagamento em duplicidade pelo mesmo débito, alma alguma, pela qual Cristo morreu, jamais poderá ser lançada no inferno. Crer na justiça de Deus parece ser um dos princípios genuínos da nossa natureza iluminada; sentimos que deve ser assim e, a princípio, isso nos apavora; mas não é maravilhoso saber que esse mesmo princípio, que Deus é justo, torne-se depois o pilar da nossa confiança e paz? Se Deus é justo, eu, pecador, só e sem substituto, devo ser punido; mas Jesus está na minha posição e é castigado em meu lugar; portanto, se Deus é justo, eu, pecador, estando em Cristo, jamais poderei ser castigado. Deus deve mudar a Sua própria natureza antes que uma só alma, pela qual Jesus morreu, tenha qualquer possibilidade de ser açoitada pela lei. Portanto, tendo Jesus tomado o lugar do crente ━ tendo pago o total equivalente à ira divina por todo aquele do Seu povo que devia sofrer em decorrência do pecado, agora o crente pode clamar em glorioso triunfo: “Quem intentará acusação contra os eleitos de Deus?” Deus não, pois é Ele quem justifica; Cristo não, pois foi Ele quem morreu, “sim, e foi ressuscitado”. Minha esperança não subsiste porque eu não seja pecador, mas porque sou um pecador pelo qual Cristo morreu; minha convicção não é que eu seja santo, mas que, sendo ímpio, Ele é a minha justiça. Minha fé não repousa naquilo que sou, ou serei, ou sinta, ou saiba, mas naquilo que Cristo é, naquilo que Ele fez e faz agora por mim. No leão da justiça a bela donzela da esperança anda como uma rainha.
Tradução: Mariza Regina de Souza

23 de setembro - Devocional Matutina

“Aceitos no Amado” ━ Efésios 1:6
Que condição privilegiada! Isso inclui a nossa justificação diante de Deus, mas o termo “aceitação”, em grego, significa mais do que isso. Significa que somos objeto da complacência divina, ou até mesmo do prazer divino. Como é maravilhoso que nós, pobres, mortais, pecadores, sejamos objeto do amor divino! No entanto, somos aceitos somente no Amado. Alguns cristãos parecem ser aceitos em sua própria experiência; pelo menos, essa é a sua preocupação. Quando seu espírito está alegre e suas esperanças estão brilhando, eles acham que Deus os aceita, pois se sentem muito nobres, muito espirituais, muito enlevados! Mas, quando sua alma está junto ao pó, eles se tornam vítimas do medo de não serem mais aceitos. Se ao menos pudessem ver que, aos olhos do Pai, eles não são exaltados por suas excelsas alegrias, nem são realmente depreciados por suas profundas tristezas, mas permanecem aceitos nAquele que nunca muda, nAquele que é sempre o amado de Deus, sempre perfeito, sempre sem mácula ou ruga ou coisa semelhante, como seriam mais felizes, e como glorificariam mais ao Salvador! Portanto, ó crente, alegra-te nisto: és aceito “no Amado”. Olhas para dentro de ti mesmo e dizes: “Não tem nada aceitável aqui! Olha, porém, para Cristo, e vê se tudo não é aceitável ali! Teus pecados te perturbam; mas Deus lançou teus pecados sobre Cristo, e tu és aceito no Justo. Tens de lutar contra a corrupção e contender com a tentação, mas já és aceito nAquele que venceu os poderes do mal. O diabo te tenta; tem bom ânimo, ele não pode te destruir, pois és aceito nAquele que esmagou a cabeça de Satanás. Conhece com toda certeza a tua gloriosa posição. Nem mesmo as almas glorificadas são mais aceitas do que tu. Elas são aceitas no céu somente “no Amado”, assim como agora és aceito em Cristo.
Tradução: Mariza Regina de Souza

22 de setembro - Devocional Vespertina

“Desde os confins da terra eu clamo a ti, com o coração abatido; põe-me a salvo na rocha mais alta do que eu.” ━ Salmo 61:2 (NVI)
A maioria de nós sabe o que é estar com o coração abatido; vazio como quando alguém elimina a sujeira de um prato e o vira para baixo (2 Re. 21:13); inundado e adernado como um navio assaltado pela tormenta. É assim com as manifestações da nossa corrupção interior, quando o Senhor permite que o abismo da nossa depravação se agite e lance de si lama e lodo (Isaías 57:20). É assim com as mágoas e desilusões, quando vaga após vaga nos derruba e, como conchas quebradas, somos arremessados pra frente e pra trás pela rebentação. Bendito seja Deus, pois em tais ocasiões não ficamos sem o supremo consolo; nosso Deus é o porto dos veleiros castigados pelo tempo, o abrigo dos peregrinos aflitos. Mais alto do que nós Ele é; Sua misericórdia, mais alta do que os nossos pecados; Seu amor, mais alto do que os nossos pensamentos. É lamentável ver pessoas depositando sua confiança em coisas inferiores a si mesmas, e não sobre a Rocha; a nossa confiança, porém, está no supremo e glorioso Senhor. Ele é uma Rocha, pois não muda, e uma Rocha alta, pois as tempestades que nos assaltam rolam muito abaixo dos Seus pés; Ele não é incomodado por elas, mas governa-as conforme a Sua vontade. Quando nos abrigamos sob essa Rocha imponente, podemos resistir a um furacão; tudo é calmo sob a proteção do penhasco elevado. Mas, ai de nós. Tal é a confusão na qual muitas vezes a mente atribulada é lançada, que precisamos ser guiados ao abrigo divino. Por isso, a oração do texto. Ó, Senhor, nosso Deus, pelo teu Santo Espírito, ensina-nos o caminho da fé, conduze-nos ao Teu descanso. O vento nos lança no mar, o leme não obedece às nossas mãos fracas; só Tu podes nos guiar por entre bancos de areia e rochas submersas, protegidos até o porto seguro. Como é grande a nossa dependência de Ti ━ nós precisamos de Ti para nos levar a Ti. Ser sabiamente conduzido e levado em segurança e paz é dádiva Tua, somente Tua. Que neste dia Te agrades em fazeres bem aos Teus servos.
Tradução: Mariza Regina de Souza

19 de setembro - Devocional Matutina

“Para a liberdade foi que Cristo nos libertou” ━ Gálatas 5:1
Esta “liberdade” nos dá acesso à carta do céu ━ a Bíblia. Eis um trecho escolhido: “Quando passares pelas águas, eu serei contigo”. Você pode dispor disso. Eis outra passagem: “Porque os montes se retirarão, e os outeiros serão removidos; mas a minha misericórdia não se apartará de ti”. Você pode dispor disso também. Você é um convidado bem-vindo na mesa das promessas. A Escritura é um tesouro infalível cheio de suprimento infinito da graça; Ela é o banco do céu; você pode tirar o quanto quiser, sem embaraço ou impedimento. Venha confiante e seja bem-vindo a todas as bênçãos da aliança. Nenhuma promessa da Palavra será retida. Nas profundezas da tribulação, que esta liberdade seja o seu consolo; em meio às ondas de sofrimento, que seja a sua alegria; quando a tristeza te cercar, que ela seja o teu alívio. Esta é uma dádiva de amor do Pai; podes dispor dela a qualquer hora. Também és livre para ires ao trono da graça. É privilégio do crente ter acesso contínuo ao Pai celeste. Sejam quais forem os nossos desejos, as nossas dificuldades, as nossas vontades, temos liberdade para colocar tudo diante Dele. Não importa o quanto pequemos, podemos pedir e esperar perdão. Não interessa o quanto somos pobres, podemos apelar para Suas promessas e Ele providenciará tudo o que for necessário. Temos permissão para nos aproximar do Seu trono a qualquer hora ━ na escuridão da meia-noite ou no calor ardente do meio-dia. Exerce o teu direito, ó crente, e vive à altura do teu privilégio. Tu és livre para tudo que é entesourado em Cristo ━ sabedoria, retidão, santificação e redenção. Não importa qual seja a tua necessidade, pois há abundância de suprimento em Cristo, e está lá para ti. Oh, que “liberdade” é a tua! Liberdade da condenação, liberdade para receber as promessas, liberdade para chegar ao trono da graça e, finalmente, liberdade para entrar no céu!
Tradução: Mariza Regina de Souza